segunda-feira, 11 de março de 2019

A CONVERSÃO PARECE SER UM PROCESSO DIALÉTICO



A CONVERSÃO PARECE SER UM PROCESSO DIALÉTICO


Se tomarmos a vida do homem (TESE - existência concerta - com tudo o que isso implica) e confrontarmos com o Evangelho (ANTÍTESE – Encontro pessoal com Cristo) decorrerá uma Síntese (Conversão-neoCristão).
É importante salientar que sem anular a vida humana em seus aspectos substâncias o conhecimento do Evangelho propõe um confronto e disso decorre uma síntese de uma humanidade recriada em Cristo Jesus.  
Jutay Rebouças

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

O DISCIPULADO - MOTOR PARA A APRENDIZAGEM




O DISCIPULADO - MOTOR PARA A APRENDIZAGEM 


Após algumas leituras, despertou-me a impressão de que a Gramática, Retórica e Lógica não são suficientes para determinar o Trivium. Parece-me que por vezes, fica excluído de algumas obras, um princípio determinante, sem o qual não é possível a Educação Clássica, refiro-me ao Discipulado. Apesar de não trazer nenhuma novidade ou mesmo ser óbvia minha afirmação, certamente em algum aspecto tenho razão. Pois, mesmo não sendo um profundo pesquisador da área, consigo perceber que em tempos remotos a educação se dava numa estrita relação Mestre/Discípulo. Por conseguinte, independente do conteúdo transmitido, seja o Trivium, as Artes ou os Ofícios, o Discipulado se impunha como um meio substancial ao ensino/aprendizado.   E este aspecto muda tudo no que se refere ao aprendizado e absolvição de cultura.
É comum que todo discípulo queira assemelhar-se ao mestre e mesmo supera-lo. Nesta relação discipular evidenciam-se algumas virtudes, que o Professor nos moldes atuais, não consegue despertar em seus Alunos, tais como: disciplina, docilidade, obediência, devoção ao saber e ao mestre, etc. O discípulo é levado, por tal relacionamento, a querer continuar a obra de seu mestre e isto é um verdadeiro motor no processo de aprendizagem. Certo da necessidade de tal princípio acredito que o “discipulado educacional”, tenha influenciado, ou mesmo contribuído diretamente, para a expansão do Cristianismo, haja vista a sociedade do período clássico ter bem acentuados os signos de Mestre e Discípulo, imprescindíveis ao crescimento da então nova religião.
Parece que por natureza temos necessidade de guias e mestres. Pois, quando determinadas personalidades nos seduzem, somos movidos pelos que dizem e arrastados pelo que fazem, não só convencidos, mas, persuadidos a imita-los. Nossa vontade é indubitavelmente entalhada por aquilo que admiramos ou temos devoção. Talvez por este motivo os antigos retóricos utilizassem a técnica de no princípio do discurso, apresentar-se como bons, sábios e verdadeiros, favorecendo a persuasão do auditório ou jure.
O mestre cativa, domina por vezes impera sobre seus discípulos. Prova disso é que mesmo mestres que ensinam coisas más têm influência e são venerados por seus discípulos. No entanto, para a educação atual o “Discipulado” é um mito o elo perdido. Somente em raríssimos casos temos professores que também são mestres, capazes de plantar, germinar e cultivar nalgum discípulo a semente do saber. Num terreno educacional tão inóspito, ainda haveria lugar para a Educação Clássica? Os conteúdos e a metodologia podem ser restaurados ao arquétipo Clássico e transmitidos, isto é certo, apesar de não ser tarefa fácil. Todavia, o que ou quem poderia esculpir o Caráter dos professores e pais “homeschooling” para que se tornem Mestres?
O que significa ser um Mestre? No conceito atual, 'mestre' é quem possui o título de mestrado em alguma especialidade, porém para os antigos o termo ‘mestre’ não era apenas um rótulo acompanhado de um canudo de papel. Todavia, o vocábulo ‘mestre’ vem do latim “magister, i” mesma raiz de magnus ,i (grande) e  significa: o que tem autoridade para mandar; dirigir; ordenar; guiar; conduzir; aconselhar e ensinar as Artes. E, como numa relação de interdependência, a expressão Trivium em seu sentido primeiro, significa: encontro de três caminho e encruzilhada. Ora, quem se encontra diante de três vias, precisar certamente de um guia, de um condutor, de um bom conselheiro, de um Mestre.    








autor: JUTAY REBOUÇAS 



segunda-feira, 11 de junho de 2018

Obras de Madre Maria de Jesus de Ágreda - Mística Cidade de Deus



OBRA SOBRE A VIDA DA VIRGEM MARIA

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A Madre Maria de Jesus de Ágreda cedo ganhou fama de santa pelas suas sucessivas penitências e mortificações corporais e foi, inclusive, processada pela Inquisição devido às revelações místicas que afirmava receber da Santíssima Virgem Maria.
Entre os anos de 1643 e 1665 manteve uma continuada troca de correspondência com o Rei Filipe IV, de quem se tornou conselheira para os assuntos de Estado. Em 1627, com apenas 25 anos de idade, foi nomeada abadessa do convento franciscano de Ágreda(fundado pelos seus próprios pais). Nos anos seguintes, alegadamente terá recebido diversas aparições de Nossa Senhora e das quais resultaram as inúmeras revelações que acabou por publicar na sua famosa obra "Cidade Mística de Deus"[1].
Alegou-se que teria o dom da bilocação, surgindo mesmo em algumas pinturas feitas por missionários franciscanos e por indígenas de vários países. No entanto, sabe-se que nunca abandonou o seu convento em Espanha.
Em 1673 iniciou-se o seu processo de beatificação, tendo chegado a ser declarada Venerável pelo Papa Clemente X. Passados quase quatrocentos anos após a sua morte, o seu corpo continua incorrupto e encontra-se exposto na Igreja do Convento de Ágreda.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

OS LUSÍADAS COMENTADO POR FRANCISCO DE SALES LENCASTRE - CANTO I ESTROFES I E II


OS LUSÍADAS


CANTO I



1 As armas e os barões assinalados,
Que da Ocidental praia lusitana,
Por mares nunca de antes navegados,
Passaram ainda além da Taprobana,
E em perigos e guerras esforçados,
Mais do que prometia a força humana,
Entre gente remota edificaram
Novo reino, que tanto sublimaram;

2 E também as memórias gloriosas
D’aqueles reis que foram dilatando
A fé o império, t e as terras viciosas.
De África e de Ásia andaram devastando;
E aqueles, que por obras valerosas
Se vão da lei da morte libertando
Cantando espalharei por toda parte,
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.

Cantando, espalharei (1) [farei conhecidos] por toda a parte do mundo, se a tanto me ajudar o engenho e a arte (2): — as armas [os homens célebres pelos seus feitos de armas ] e os assinalados (3) varões (4), que, partindo da ocidental praia lusitana (5) por mares nunca antes (6) navegados , passaram ainda  além da Taprobana (7), e edificaram (8) entre remota (9) gente um novo reino (10), que tanto sublimaram (11), sendo esforçados, em perigos e guerras, mais do que a força humana prometia (12) ; e também farei conhecidas as gloriosas memórias (13) daqueles reis que foram, uns após outros, dilatando (14) a fé e dilatando o império (15), e andaram devastando (16) as viciosas terras (17) de Ásia e África; e farei conhecidos aqueles varões que, por terem praticado obras valorosas, se vão libertando da lei da morte (18).

(1) Versejando, escrevendo estes versos — hei-de celebrar.. ., hei-de tornar conhecidos; esta linguagem alegórica [o canto] baseia-se nos pontos do semelhança entre a poesia e a música — ritmo, medida, sonoridade, harmonia, melodia, etc. ; os sons da música, «espalhando-se» pelo espaço, são escutados por numerosos ouvintes ; os poemas notáveis, transmitidos pela tradição oral ou pela escrita, são ouvidos e lidos, em todos os tempos e todos os países ; o Poeta escreveu assim com intuição profética ; são decorridos mais de quatro séculos e a suã Epopeia é conhecida e lida em todo o mundo culto. (2) O talento e o saber. (3) Ilustres, egrégios. (4) «Barões» [arch.J eram os nobres que serviam na milícia ; neste sentido se diz hoje «varões». (5) Sinédoque: a parte pelo todo : — Portugal, cujo território está no Ocidente da Europa e corresponde em grande parte à antiga Lusitânia. (6) «De antes» diziam os clássicos; e hoje ainda é locução popular, para significar «em tempo passado»— mares aonde não tinham ido navios da Europa antes dos portugueses. (7) Nome antigo da ilha de Ceilão, no oceano Índico; cfr. Vasconcelos Abreu, Estudo Escoliasta da Epopeia portuguesa, pág. 39. (8) Criaram, fundaram. (9) Gente do longínquas regiões. (10) O empório da índia. (11) Engrandeceram. (12) «Prometer de alguém grandes cousas», diziam antigos; o que significa hoje : «esperar grandes cousas de alguém»; portanto : aqueles varões eram «esforçados» [intrépidos, valorosos] mais do que se podia «esperar» das forças humanas; com efeito, é natural a relação entre a «promessa» de quem oferece e a «esperança» de quem há-de receber. (13) Os atos gloriosos, que deixaram memória; sinédoque : o abstrato pelo concreto. (14) Propagando a fé; aumentando o número de crentes na religião católica. (15) Acrescentando o domínio [o império] dos portugueses. (16) Devastaram  [destruíram] continuada, constantemente (o verbo «andar» exprimindo a frequência). 17 Os costumes viciosos, os maus costumes dos povos gentílicos. ( 18 ) Homens célebres, desaparecidos do mundo, que vão revivendo na lembrança das gerações, ao contrário da regra geral, ao contrário da lei da morte, cuja natural consequência é o esquecimento; o Poeta alude a reis o varões de que fala extensamente nos cantos III, IV, VIII e X. 



Nota ao usuário: estes textos não foram digitados, na verdade foram extraído da imagem do livro original por meio de software apropriado, portanto, os erros de grafia é natural do citado processo. agradecemos a compreensão de todos!

terça-feira, 21 de junho de 2016

Hieronymus OBRAS SÃO JERONIMO

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